terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O Peregrino oculto


O sono das pedras sobre o solo silente


ante o infinito do ser.


No despertar o folhar do livro da transcendência,


o vislumbre vai muito além dos palácios


de vidraças embaçadas


nos suspiros dos tempos idos.


Eis a melodia dos que partiram,


Há uma partitura inefável voltada para o infinito


poente dos nômades.


A beleza inconfundível da estrofe urdida


na luz magnífica do Emir dos Druzos


retornando ao eterno, ornado na sutil


lembrança dos que o amaram


os mestres acenam com a doçura celestial.


Um rosto de plenilúnio


O olhar tecido nas sedas do orienteseus passos alcançaram a montanha sagrada


fincada no Líbano, é das entranhas


desta Terra que elevam-se os milenares cedros,


reza a lenda que eles choram âmbar.


Quando encontrares alguém, estejas presente


de todo coração, pode ser este o peregrino


oculto na memória ancestral.





Para o querido Druzo Emir


onde quer que estejas com um sonoro


Salam Aleikum.





Hadija Mahmmuda
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