domingo, 12 de maio de 2013

A silente poesia do universo








... BISMILLAH IRAHMAM IRAHIN ...
Ante a silente poesia do universo
há luares consternados.
Ora adormeço coberto pelo manto solar,
ora embalsamado na noite gélida.
O vento sibilante feito sabre afiado a ferir
meu corpo febril,
qual cântaro prestes a se partir.
Em contínua dança dunas mudam suas formas
diante do incomensurável, o imutável destino!
Almejo um tesouro, uma tenda a sombra das palmeiras
e uma ânfora d’água.
Ao longe os acordes de um alaúde e a caravana
que meus lamentos não podem alcançar.
A misericórdia Divina ia se revelando na miragem
da Cidade Santa, nos delgados minaretes
pretensiosos de alcançar o céu e
na voz do muezin – pombo sagrado rumo a eternidade.
Sou tuareg, um nômade,
flutuo entre o tudo e o nada...
Logo empreenderei a grande viagem,
na minha bagagem o paradoxo que tece as lembranças
de cada átomo que compõe corpo e alma,
grafado no interior do Templo pelo escriba oculto.
Já o futuro a Allah pertence ...
Sou o barro fragmentado à margem do absoluto,
os corcéis do mistério me levarão a prestar contas
da minha existência neste mundo sublunar.
... Uma surata... nenhum crente deve partir sem
fazer o último salat ...
LA ILAHA ILLALAH MUHAMAD RAÇULULLÁH!
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