quarta-feira, 13 de julho de 2011

Anatomia das odes de amor

Pelos campos estendi a primavera e

as brisas que beijam Mecca.

Entoei a melodia dos rouxinóis,

sobre os mares desdobrei o clarão do luar

e o sol a reinar soberano por sobre

vales e montanhas.

Para enfeitar teus cabelos

aconcheguei as constelações na palma de minha mão.

Dentro de mim um universo dicotômico fudindo-se

na anatomia das odes de amor.

Toda vez que parti, retornei enleada

no acobreado sonho de encontrar

teu olhar eternamente impresso na minha

memória imortal.

Nos portais de cedro desta existência

o desejo de não mais retornar por medo

que as outras dimensões não estejam impregnadas

de teu olor.

Não estou a par das circunstâncias

que ornam o mistério de ir e vir.

Um sóbrio temor abala barro e essência

o de perde-lo da minha lembrança ...
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