Anatomia das odes de amor
as brisas que beijam Mecca.
Entoei a melodia dos rouxinóis,
sobre os mares desdobrei o clarão do luar
e o sol a reinar soberano por sobre
vales e montanhas.
Para enfeitar teus cabelos
aconcheguei as constelações na palma de minha mão.
Dentro de mim um universo dicotômico fudindo-se
na anatomia das odes de amor.
Toda vez que parti, retornei enleada
no acobreado sonho de encontrar
teu olhar eternamente impresso na minha
memória imortal.
Nos portais de cedro desta existência
o desejo de não mais retornar por medo
que as outras dimensões não estejam impregnadas
de teu olor.
Não estou a par das circunstâncias
que ornam o mistério de ir e vir.
Um sóbrio temor abala barro e essência
o de perde-lo da minha lembrança ...




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