sábado, 15 de agosto de 2009

A Alma de Xauem

Percorro tuas vielas ladeadas

por casas azuis e portas arqueadas,

vislumbro passantes que se consagram ao teu

milenar encanto.

Nas tuas estreitas ruas, arquitetadas para que ninguém se distancie,

deitam os luares e doirados sois

que alaram o meu sonho de

andarilho madrileno.

Por teus arrabaldes poetas Amazigh

e alegres Beduínos cantam odes de amor,

que descem por tuas ladeiras ladrilhadas

pelos Berberes de outrora.

Na aurora, no arrebol,

rompendo ou partindo no horizonte,

o ser e o não ser se confundem

num estado de alma inefável.

Os contemplados pela beleza infinda,

vagam pelas ruas de Xauem ...

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