sexta-feira, 12 de junho de 2009








A Leveza da Existência

 


Não me procurem pelos jardins ou
pelas catedrais do mundo efêmero.
Talvez eu habite o fundo dos oceanos
ou flutue no silêncio dos monges meditando
às margens do rio Ganges.
Os abismos de minh’alma clamam
pelos versos santos.
Diante da multidão,
vestida de inverno, teço sonhos de
primavera ante o luar da sublimação.
Não me encontrarão entre os rebelados,
quiçá esteja entre os feridos pela espada dos enamorados.
Meu ser genuíno se revelou no fio do sabre
que me esculpiu nos milenários cedros do Líbano
e de âmbar fez meu coração.
Vago por vales de silício enleada nos ventos sibilantes,
vindo das montanhas dos profetas.
Não me busquem nas pedras do Templo,
no ouro das cimitarras
ou na seda dos turbantes.
Vivo na leveza da não existência…


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