domingo, 26 de abril de 2009



A brônzea ânfora 

Nas profundezas da brônzea ânfora,

abrigo o lume do amado e as despedidas silenciadas

nas auroras da existência.

Os espectros da lembrança se recusam a partir,

praticando antigos ritos

nas cavernas íngremes do meu ser de abismos.

Num paradoxo do tempo, as muralhas comovidas

ante a separação dos amantes.

E as pilastras esculpidas na inspiração dos poetas

a sustentar versos idílicos de cujo olor incomparável

teço lendas de amor,

embalsamadas  nos séculos idos.

Vinde ó amado dos mundos, o espero

revestida do amor celestial, para nos consumirmos

no incomensurável mistério.

 

 

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