sábado, 20 de dezembro de 2008

O Pássaro de Nur

Há um andarilho em meu pensamento,
ele vaga silente entre as multidões,
o plenilúnio de seu rosto foi ocultado pelos
espessos véus da existência.
Este ser sublime exala um perfume que inebria as
virgens do paraíso.
Um só sopro de predestinação e os véus se estendem
aos pés da perfeita criação.
Tão bela e radiante é a face revelada
que envergonha os anjos do céu ...
e quem a contempla perde a razão.
Urdido no fogo místico ele é como o
sol dos profetas. Ante o canto lírico do vento,
ele liberta línguas ígneas que flamejam e rabiscam
versos em arabescos nos paredões íngremes de seu
abismo interior.
Meus olhos teimam em espiar pelas frinchas do santo portão de sua Alma. Vislumbro exultante o esmero
do Divino que liberta o Pássaro de Nur nos
Jardins Mouriscos dos Poetas da Transcendência
.

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