terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Los Pájaros de Senegal 


Alados en los versos santos
el gran viaje emprendieran
por los escarpados caminos
que conducen a la libertad.
En la aldea quedaran sus amores, su historia
y la imagen translucida delgada
de sereno semblante, cual gacela
en la ventana de la eternidad, delante del arrebol 
que se hunde al misterioso Sahel.
Áspera es la mano de la realidad. 
Mira los bellos seres esculpidos en el ébano del sagrado,
enredados en las sedas de las buenas novedades.
Los pájaros de Senegal están llegando.
Dakar y el mar testifican
el silencio de los que parten,
en el equipaje el lumen de una cultura
de milenario encanto y un deseo velado de,
quizá un día, conquistar el honor de sentarse a la mesa
del grande gastrónomo Mamadou Sène.

domingo, 28 de dezembro de 2014


 Os Pássaros do Senegal 

Alados nos versos santos,
a grande viajem empreenderam
pelos íngremes caminhos
que conduzem à liberdade.
Na aldeia ficaram seus amores, sua história
e a imagem translúcida esguia
de sereno semblante, qual gazela
na janela da eternidade, ante o arrebol
que se funde ao misterioso Sahel.
Áspera é a mão da realidade.
Eis os belos seres esculpidos no ébano do sagrado,
enleados nas sedas das boas novas.
Os pássaros do Senegal estão chegando.
Dakar e o mar testemunham 
o silêncio dos que partem,
na bagagem o lume de uma cultura
de milenar encanto e um desejo velado de,
quiçá um dia, conquistar a honra de sentar à mesa
do grande gastrônomo Mamadou Sène.

terça-feira, 11 de março de 2014

    















Os Corcéis do Destino 

O que fazer se o olor de alfazemas,
feito seda da Pérsia, envolve-me
quando de ti me aproximo.
Ante teu lume os corcéis do 
destino me conduzem ao Éden e
quando perdida nos jardins de
mármore do existir, teu olhar
me resgatou.
Dramático bem-querer qual ópera
deitando áreas nas esfera celestiais.
Melífluos dias esculpidos nos
pilares da ilusão concreta.
Nem Copérnico efetuou uma equação
que desvendasse o milagre que
urdiu na melodia dos astros
a dança cósmica do enamorado.

terça-feira, 4 de março de 2014






O Condimento das Impossibilidades

  

O amado vaga silencioso pelas

pétreas vielas tecidas

nas resplandecentes eras de outrora.

As multidões partem desnudas do

pó do mundo, muitos ébrios no perfume

dos jasmins de Gaza.

A lembrança do teu semblante, esmorecido nos

açoites do tempo, arrancam versos da

insondável profundidade do meu abismo interior.

Acenas para o luar que me contempla

neste cárcere, ora gradeado de puro aço,

ora apenas ornado no éter que emana

do teu distante ser.

Vislumbro-te majestoso na névoa das

recordações e enleio-me no aroma do

açafrão, condimento das impossibilidades,

que a existência nos concede.

Diante dele, resta-me estender os

poemas de amor dos poetas que

habitam o nada.

O Allah! Desce do infinito as constelações,

descerra as portas do paraíso,

oferta os tesouros do sagrado

ao valoroso guerreiro que minhas milícias

jamais venceram.

sábado, 18 de janeiro de 2014


El Sueño de las Piedras



El sueño de las piedras sobre el suelo silente

delante el infinito del ser.

En el despertar del libro de la transcendência,

el vislumbre va mucho más allá de los palacios

de vidrieras empañadas

en los suspiros de los tiempos idos.

He aquí la melodía de los que partieran,

Hay una partitura inefable volcada para el infinito

poniente de los nómades.

La belleza inconfundible de la estrofa urdida

en la luz magnifica del Emir de los Druzos

retornando al eterno, ornado en el sutil

recuerdo de los que lo amaran

los Mestres hacen señas con la dulzura celestial.

Un rostro de plenilunio

la mirada tejida en las sedas del oriente

sus pasos alcanzaran la montaña sagrada

hincada en el Líbano, es de las entrañas

de esta Tierra que elevan se los milenarios cedros,

reza la legenda que ellos lloran ámbar.

Cuándo encontrares alguien, estés presente

de todo tu corazón, puede ser este el peregrino

oculto en la memoria ancestral.



Para el querido Druzo Emir

dondequiera que estés con un sonoro


Salam Aleikum

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O Peregrino oculto


O sono das pedras sobre o solo silente


ante o infinito do ser.


No despertar o folhar do livro da transcendência,


o vislumbre vai muito além dos palácios


de vidraças embaçadas


nos suspiros dos tempos idos.


Eis a melodia dos que partiram,


Há uma partitura inefável voltada para o infinito


poente dos nômades.


A beleza inconfundível da estrofe urdida


na luz magnífica do Emir dos Druzos


retornando ao eterno, ornado na sutil


lembrança dos que o amaram


os mestres acenam com a doçura celestial.


Um rosto de plenilúnio


O olhar tecido nas sedas do orienteseus passos alcançaram a montanha sagrada


fincada no Líbano, é das entranhas


desta Terra que elevam-se os milenares cedros,


reza a lenda que eles choram âmbar.


Quando encontrares alguém, estejas presente


de todo coração, pode ser este o peregrino


oculto na memória ancestral.





Para o querido Druzo Emir


onde quer que estejas com um sonoro


Salam Aleikum.





Hadija Mahmmuda

domingo, 12 de maio de 2013

A silente poesia do universo








... BISMILLAH IRAHMAM IRAHIN ...
Ante a silente poesia do universo
há luares consternados.
Ora adormeço coberto pelo manto solar,
ora embalsamado na noite gélida.
O vento sibilante feito sabre afiado a ferir
meu corpo febril,
qual cântaro prestes a se partir.
Em contínua dança dunas mudam suas formas
diante do incomensurável, o imutável destino!
Almejo um tesouro, uma tenda a sombra das palmeiras
e uma ânfora d’água.
Ao longe os acordes de um alaúde e a caravana
que meus lamentos não podem alcançar.
A misericórdia Divina ia se revelando na miragem
da Cidade Santa, nos delgados minaretes
pretensiosos de alcançar o céu e
na voz do muezin – pombo sagrado rumo a eternidade.
Sou tuareg, um nômade,
flutuo entre o tudo e o nada...
Logo empreenderei a grande viagem,
na minha bagagem o paradoxo que tece as lembranças
de cada átomo que compõe corpo e alma,
grafado no interior do Templo pelo escriba oculto.
Já o futuro a Allah pertence ...
Sou o barro fragmentado à margem do absoluto,
os corcéis do mistério me levarão a prestar contas
da minha existência neste mundo sublunar.
... Uma surata... nenhum crente deve partir sem
fazer o último salat ...
LA ILAHA ILLALAH MUHAMAD RAÇULULLÁH!